terça-feira, 6 de maio de 2014

Conselho Mundial da Paz repudia violência fascista na Ucrânia




Em nome da presidência do Conselho Mundial da Paz, repudiamos com todas as nossas forças a escalada das ações militares do governo golpista da Ucrânia contra os movimentos federalistas do Sul e Leste do país, assim como o apoio explícito que este governo vem dando às ações criminosas cometidas por neonazistas.
É uma gravíssima violação dos direitos humanos o massacre ocorrido no dia 2 de maio em Odessa, na Casa dos Sindicatos, onde manifestantes foram presos no prédio em chamas enquanto grupos neonazistas bloqueavam suas saídas. Com profunda dor, prestamos nossas condolências e solidariedade às famílias das vítimas.
O atual governo ucraniano não possui legitimidade, assumiu o poder por meio de um golpe de Estado orquestrado pelo imperialismo estadunidense e europeu. Por trás deste golpe está o objetivo de desestabilizar o país e instalar um regime fantoche que aceite alargar a OTAN até as fronteiras com a Rússia. A presença de organizações ultranacionalistas de inspiração fascista e nazista no governo de Kíev merece o repúdio de todos os amantes da paz no mundo.
Quando o mundo rememora o centenário da Primeira Guerra Mundial e transcorre o 75º aniversário da Segunda, episódios de que os povos tiram ensinamentos para impulsionar a construção da paz, é inaceitável que os Estados Unidos e a União Europeia continuem a fomentar conflitos que podem resultar em tragédias de graves proporções.
Expressamos nossa solidariedade com as populações da Ucrânia na luta por seus legítimos direitos.
Socorro Gomes
Presidente do Conselho Mundial da Paz


quarta-feira, 30 de abril de 2014

"O 25 de Abril, os Militares e a Paz": debate no Ateneu

No dia 9 de Maio (sexta-feira), pelas 18h00, o Núcleo de Coimbra do CPPC promove um debate sobre o tema "O 25 de Abril, os Militares e a Paz", a ter lugar no Ateneu de Coimbra, e que contará com a participação dos militares de Abril Duran Clemente e Rodrigues Soares. Após o debate, segue-se um jantar convívio, para o qual é necessária inscrição prévia (ver imagem).

Amigo da Paz e do 25 de Abril: estás convidado! Participa!


quarta-feira, 23 de abril de 2014

25 de Abril Sempre! CPPC Presente!

O Núcleo de Coimbra do CPPC vai participar nas iniciativas comemorativas dos 40 anos do 25 de Abril, que terão lugar em Coimbra.
Em particular, os seus membros e simpatizantes vão tomar parte na Manifestação Popular que se realizará em Coimbra, estando marcado o local de concentração para o nº 28 da Praça da República, pelas 14h30.




Pela Paz, 25 de Abril Sempre, fascismo nunca mais!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

CPPC celebrou Constituição da Paz


No 38º aniversário da Constituição da República Portuguesa nascida da Revolução de Abril (aprovada a 2 de Abril de 1976, tendo sido imediatamente promulgada pelo então Presidente da República General Costa Gomes, que foi Presidente do CPPC), o Núcleo de Coimbra distribuiu nas ruas da cidade um documento em que se relembram os pontos do Artigo 7º:

ARTIGO 7.º 

(Relações internacionais) 

1. Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do direito dos povos à autodeterminação e  à independência, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nas assuntos  internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da Humanidade. 

2. Portugal preconiza a abolição de todas as formas de imperialismo, colonialismo e agressão, o desarmamento geral, simultâneo e  controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação  de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos. 

3. Portugal reconhece o direito dos povos à insurreição contra todas as formas de opressão,v nomeadamente contra o colonialismo e o  imperialismo, e manterá laços especiais de amizade e cooperação com os países de língua portuguesa. 

Também no que se refere à Paz, é necessário assinalar, defender e fazer cumprir a Constituição de Abril!

sábado, 29 de março de 2014

Pela Paz! Não à NATO!



No próximo dia 4 de Abril assinalam-se 65 anos da criação da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), instrumento de domínio global, pelo qual foram protagonizadas várias agressões a povos e a Estados soberanos, que deixaram duradouros rastos de morte e destruição, de que são exemplo a Jugoslávia, o Afeganistão o Iraque e a Líbia, e bloco também responsável pela chocante corrida aos armamentos que prossegue na actualidade.

Actos públicos a realizar no dia 4 de Abril, em:

Lisboa - 18:30h
Início junto aos armazéns do Chiado
deslocação até Largo Camões

Porto - 17:30h
Praça da Liberdade
Junto à Igreja dos Congregados

Pela Paz! Não à Nato!

A NATO, instrumento pelo qual foram protagonizadas várias agressões a povos e a Estados soberanos, que deixaram duradouros rastos de morte e destruição, de que são exemplo a Jugoslávia, o Afeganistão o Iraque e a Líbia, é também responsável pela chocante corrida aos armamentos que prossegue na actualidade. Os países membro deste bloco são responsáveis por cerca de 75% das despesas militares mundiais. No conceito estratégico desta aliança agressiva, permanece a possibilidade da utilização de armas nucleares num primeiro ataque e esta arroga-se o direito de actuar em qualquer parte do globo, sob qualquer pretexto.

As organizações portuguesas, abaixo assinadas, recordam que, aquando da realização da cimeira da NATO em Portugal, em 2010, um grande movimento pela paz, demonstrou a sua firme oposição à realização da Cimeira e aos seus objectivos, organizando, ao longo do ano, dezenas de iniciativas por todo o país, culminando com a grande manifestação convocada pela «Campanha em Defesa da Paz e contra a cimeira da NATO em Portugal - Campanha “Paz Sim! NATO Não!”», onde participaram mais de cem organizações e dezenas de milhares de pessoas que encheram a Avenida da Liberdade, em Lisboa, denunciando os objectivos militaristas da NATO e afirmando a necessidade da construção de um Mundo de paz, solidariedade e cooperação.

Em 2014, ano em que também se comemoram os 40 anos da Revolução de Abril, que pôs fim à guerra colonial e reconheceu a independência dos povos irmãos africanos, as organizações subscritoras apelam à participação nas iniciativas públicas que se realizarão em Lisboa e no Porto, no dia 4 de Abril, para reafirmar as justas e legítimas reivindicações e aspirações em prol da paz, designadamente:

- Oposição à NATO e a todos os blocos militaristas e seus objectivos belicistas;
- Retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO;
- Encerramento das bases militares estrangeiras, nomeadamente em território nacional;
- Dissolução da NATO;
- Desarmamento e fim das armas nucleares e de destruição massiva;
- Exigência do respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa e das determinações da Carta das Nações Unidas, em defesa do direito internacional e pela soberania e igualdade dos povos.

Organizações que subscreveram, até o momento:
- Associação Conquistas da Revolução
- Associação de Amizade Portugal Sahara Ocidental
- Associação Intervenção Democrática - ID
- Comité de Solidariedade com a Palestina
- Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
- Confederação Nacional da Agricultura
- Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos
- Conselho Português para a Paz e Cooperação
- Cooperativa Mó de Vida
- Ecolojovem - «Os Verdes»
- Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal
- Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas
- Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais
- Juventude Comunista Portuguesa
- Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos
- Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
- Projecto Ruído
- Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal
- Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul
- Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins
- União dos Sindicatos de Lisboa
- União dos Sindicatos do Porto

quinta-feira, 20 de março de 2014

... e assinalou 38º aniversário da República Árabe Saarauí Democrática



O Núcleo de Coimbra do CPPC realizou no dia 6 de Março, na Casa das Caldeiras, um debate sobre o 38º aniversário da República Árabe Saarauí Democrática (RASD), e que contou com a participação do convidado Ahamed Fal, representante da RASD, Mário Nogueira, visitante do território, Sérgio Branco e Isabel de Melo. Dando mote ao debate, foi projectado o filme "Hijos de las nubes, la ultima colonia" (2012) Ver trailer em: 
https://www.youtube.com/watch?v=8ctzsQF4g2s


Núcleo de Coimbra do CPPC participou na manifestação da CGTP-IN a 1 de Fevereiro...




O Núcleo de Coimbra do CPPC participou, no passado dia 1 de Fevereiro, na manifestação realizada em Coimbra pela CGTP-IN, no âmbito do Dia Nacional de Luta marcado pela Intersindical, um dia de luta e protesto contra as políticas económicas e sociais do Governo, e que contou com iniciativas nas várias capitais de distrito por todo o País.




terça-feira, 18 de março de 2014

Três anos de invasão da Líbia pelas tropas da NATO



Três anos são decorridos sobre o início da agressão militar à Líbia, iniciada a 17 de Março de 2011. Os primeiros bombardeamentos foram efectuados pelas forças armadas dos Estados Unidos da América que, dez dias depois, entregaram o comando das operações à NATO. Mas a coligação envolvida na agressão incluiu também a Bélgica, Bulgária, Canadá, Dinamarca, França, Grécia, Itália, Holanda, Noruega, Roménia, Reino Unido, Espanha e Turquia, todos membros da NATO, e ainda a Jordânia, o Qatar, a Suécia e os Emirados Árabes Unidos. 
 
A invasão foi “justificada” pelos países da “coligação” como resposta à actuação do governo líbio face às manifestações e aos protestos populares, iniciados em Benghazi, no dia 15 de Fevereiro de 2011. Manifestações essas, com motivações diversas e em muito semelhantes às que ocorreram em diversos países árabes, na que ficou conhecida pela “primavera árabe”. Hoje, sabe-se que organizações como a Al Qaeda e a Irmandade Muçulmana, com ligações aos serviços secretos franceses e norte americanos, estavam directamente envolvidas nessas manifestações. 
 
A guerra durou até 31 de Outubro do mesmo ano, dez dias depois do assassinato do Chefe de Estado Líbio Muammar Khadafi. Nela foi testado e usado do mais moderno equipamento de combate, em terra, mar e ar, produzido pelos complexos militares- industriais dos países agressores.
Muitas destas armas, entregues, no final da guerra, aos grupos para militares, vieram a ser usadas em outros conflitos, como o do Mali ou da Síria.
 
O número de vítimas dos bombardeamentos e da ofensiva no terreno estima-se em cerca de 2000. A destruição de equipamentos e infraestruturas atingiu valores muito elevados.
 
Três anos depois, a Líbia é um Estado destruído e a saque, com o poder, de facto,  entregue a grupos militarizados salafitas, tais como a Irmandade Muçulmana ou a Ansar Al – Charia que domina na parte leste e centro do país, ou a poderes tribais, um dos quais, os Toubou, do sul do país, acabam de anunciar a formação de um novo Estado. 
 
Os conflitos militares entre estes grupos configuram um estado de guerra civil, em que as populações civis são as mais afectadas.
 
A população líbia, antes com um elevado nível de vida, vive, hoje, uma situação de grandes carências, dependendo, na sua maioria, dos sistemas caritativos dos salafitas, que exploram, em benefício próprio, as jazidas de hidrocarbonetos e outras riquezas do país.
 
Segundo fontes da ONU, cerca de 35 000 refugiados não regressaram às suas casas e mais de 5000 pessoas estarão prisioneiras das milícias criadas e armadas pelas tropas da NATO. 
 
O Conselho Português para a Paz e Cooperação considera que o exemplo da Líbia demonstra que não se deve pôr em causa o respeito pelo princípio da soberania de cada Estado e dos seus povos em nome de interesses económicos, geopolíticos ou geoestratégicos de quem quer que seja. A invasão e destruição da Líbia só trouxe miséria e sofrimento ao seu povo, ficando o país mais pobre, inseguro e desprotegido, tal como aconteceu em situações similares no Iraque, Somália ou Afeganistão.
 
A Paz e a coexistência pacífica são valores fundamentais que têm de ser preservados e a Organização das Nações Unidas tem o dever de respeitar e fazer respeitar os princípios da sua Magna Carta.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

DEBATE: A Guerra da Síria, no Ateneu de Coimbra




Esta Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013, às 21h30, no Ateneu de Coimbra 

acontecerá um debate organizado pelo Núcleo de Coimbra do Conselho Português para a Paz e Cooperação(CPPC), sobre "A Guerra na Síria".
Participarão, como oradores, Rita Lopes e Filipe Ferreira, da Direcção Nacional do CPPC, e Alfredo Lourenço Pinto, do Núcleo de Coimbra do CPPC. 






Neste importante debate sobre um conflito com causas e implicações estratégicas complexas, teremos oportunidade de colher informação junto de quem há relativamente pouco tempo visitou o teatro de guerra!

sábado, 19 de maio de 2012

"A Constituição de Abril e a Paz" - Debate no Café Sta Cruz

Realizou-se no Café Sta Cruz em Coimbra, no passado dia 10 de Maio de 2012 um debate sob o lema acima referido que contou com a intervenção de Gustavo Carneiro, jornalista e membro da Direcção Nacional do CPPC(Conselho Português para a Paz e a Cooperação). Ao debate seguiram-se algumas perguntas.
Foi dado destaque ao artigo 7º da Constituição da República Portuguesa que entre outros aspectos da política internacional estabelece no seu parágrafo 1 que Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios "... da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos de outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade. "



Foi também referida a permanente violação pelo Governo português da própria Constituição da República, nesta matéria, bem como a reiterada conivência e sistemática violação da Constituição da República Portuguesa por parte do Presidente da República que precisamente a jurou para a defender e fazer cumpri-la.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Núcleo de Coimbra desfilou no 1º de Maio de 2012



Activistas no Núcleo de Coimbra do CPPC ( Conselho Português para a Paz e a Cooperação ) distribuiram, ainda na Praça da República vários documentos mobilizando para as tarefas da paz. Depois, solidários com os outros trabalhadores, os activistas do CPPC integraram-se no desfile de Coimbra do 1º de Maio.



Também em Coimbra se luta activamente pela PAZ!


Paz SIM! NATO NÃO!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Constituição de Abril e a PAZ

      Sob o lema "A Constituição de Abril e a PAZ" realiza-se um debate esta quinta-feira dia 10 de Maio de 201, pelas 21H00, no Café Sta. Cruz de Coimbra, organizado pelo Núcleo de Coimbra do CPPC ( Conselho Português para a Paz e a Cooperação).

      Será orador Gustavo Carneiro, jornalista e membro da direcção nacional do CPPC.

      Temos de mostrar que somos pela Paz no mundo e que faremos tudo para a alcançar.

     A PAZ conta contigo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Café Santa Cruz - "A Agudização da Guerra no Médio Oriente"

Animado debate com Ilda Figueiredo e Baptista Alves da direcção  nacional do CPPC.


Mais de três dezenas de pessoas assistiram e  diversas participaram no debate que se realizou  no passado dia 07 de Março de 2012 no lindo,  precioso e monumental café Santa Cruz, em Coimbra.

   Foi denunciado aqui que os ataques que matam  na Síria são da mesma natureza e da mesma guerra que mata idosos em Portugal.
   É a exploração dirigida pelo capital e o império que matam em ambas as situações.



   Perante a mortandade já conhecida e a muito maior ainda que se desenha no horizonte daquela região e no mundo os oradores e participantes apelaram à  necessidade e à urgência dos povos saírem à rua  para defender a Paz.

   Intensificar e aprofundar as acções pela Paz junto da população foi o comprometimento visível transmitido pelos presentes nesta iniciativa em  Coimbra.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

TRÊS ANOS DEPOIS DO MASSACRE ISRAELITA CONTRA GAZA

A 27 de Dezembro de 2008, o governo de Israel levou a cabo mais uma violenta e destruidora intervenção militar contra o povo palestiniano na Faixa de Gaza, que se designou por operação "Chumbo Fundido” e que até ao dia 18 de Janeiro de 2009 provocou cerca de 1400 mortos e 5000 feridos, a maioria dos quais civis palestinianos, mulheres e crianças, assim como efeitos devastadores na economia e infra-estruturas daquele território. O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas chegaria mais tarde à conclusão, expressa no chamado “Relatório Goldstone”, de que Israel cometeu na sua agressão à Faixa de Gaza crimes de guerra e contra a Humanidade. Perante isto, EUA e União Europeia nada fizeram.

 
POR UMA PALESTINA LIVRE E INDEPENDENTE

Passados três anos sobre o massacre de Gaza, o Conselho Português para Paz e Cooperação presta homenagem às vítimas destes ataques e demonstra a sua solidariedade para com o povo da Palestina e a sua luta de resistência contra a ocupação sionista da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.
Relembramos que estes ataques são um exemplo particularmente cruel da política de terrorismo de Estado que os governos de Israel praticam há décadas contra o povo da Palestina e o seu direito à Paz, à Liberdade, a uma vida digna e à construção de um Estado independente, soberano e viável em solo palestiniano. Um criminoso ataque que esteve longe de ser o único.


 Dezoito anos decorridos sobre a assinatura dos acordos de Oslo, que garantia, entre outras questões, a soberania palestiniana sobre a Faixa de Gaza e Cisjordânia: O CPPC reafirma a urgência do cumprimento das resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao mesmo tempo que apela à Assembleia Geral da ONU para que pugne pelo fim imediato da agressão ao povo palestiniano e condene Israel pelos crimes de guerra e contra a humanidade que está a cometer e cometeu nos últimos 60 anos.

O CPPC denuncia também a cínica diplomacia da União Europeia como cúmplice da política belicista levada a cabo por Israel, ao mesmo tempo que rejeita a posição que, a coberto de uma falsa consideração da ocupação como um conflito entre estados, continua a apoiar, de facto, as intenções expansionistas de Israel e os planos de controlo dos recursos da região por parte dos Estados Unidos da América.
Assim, e em consonância com o disposto no art.7º da Constituição da República Portuguesa e dos principios consagrados na Carta das Nações Unidas, o CPPC exige do Governo Português o voto favorável à admissão da Palestina como membro de pleno direito da ONU e considera como exigências fundamentais para uma efectiva, duradoura e justa paz no Médio Oriente:

- O levantamento do bloqueio a Gaza;
- A interrupção da construção dos colonatos e o desmantelamento dos existentes;
- A libertação dos milhares presos políticos palestinianos;
- O derrube do muro de separação;
- O respeito do direito ao regresso dos refugiados;
- O fim da ocupação israelita;
- O estabelecimento do Estado da Palestina, com Jerusalém Leste como capital.

Lisboa, 27 de Dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Contra a agressão e ingerência na Síria

Parar a escalada de guerra no Médio Oriente!

É com grande preocupação que constatamos que, após mais de meio ano de incessantes bombardeamentos da NATO à Líbia, que causaram dezenas de milhar de mortos e feridos e a destruição de grande parte deste país, os EUA e os seus aliados se lançam noutra operação de declarada ingerência e agressão, agora contra a Síria.
Independentemente da posição que se possa ter quanto ao regime sírio, o que está em causa e não podemos deixar de denunciar e rejeitar é que, tal como aconteceu com a Líbia, se instrumentalizam e alimentam questões internas, dificuldades e contradições de um país com o fim de promover a desestabilização, o conflito, o bloqueio económico e político, e ameaçando também de agressão militar directa, intuitos acompanhados por uma intensa operação de desinformação e de tentativa de instrumentalização das Nações Unidas e suas agência, de modo a justificar inaceitáveis propósitos belicistas, com o seu lastro de morte e destruição.
Aqueles que impuseram a guerra na Jugoslávia, no Afeganistão e no Iraque e que aí são responsáveis e cúmplices de violações dos direitos humanos e dos povos, clamam hipocritamente pelo seu respeito, acenando de novo com a barbárie de nova guerra que terá agora como principal vítima o povo sírio, as suas legítimas aspirações e os seus direitos de soberania, políticos, económicos e sociais.
É contra os países que assumem posições que contrariam os propósitos imperialistas nesta região e que aí enfrentam e rejeitam a política de Israel – que ocupa ilegalmente territórios da Palestina, do Líbano e da Síria – que os EUA e os seus aliados levam a cabo uma perigosa escalada de ingerência e guerra.

Escalada de guerra que é contrária às aspirações e interesses de todos os povos do Médio Oriente e que, a não ser travada, constituirá uma potencial catástrofe de grandes proporções para toda a humanidade , porque a guerra só trará sofrimento, destruição e o agravamento da situação na Síria e em todo o Médio Oriente, com consequências de latitude imprevisível.
Apelamos ao fim da ingerência e da escalada de agressão contra a Síria, ao respeito pela soberania do seu povo e pela independência e integridade territorial deste país (incluindo os Montes Golã, ilegalmente ocupados por Israel);
Reclamamos do Governo português o fim da sua política de apoio à escalada de tensão e de conflito no Médio Oriente e, pelo contrário, uma atitude consentânea com a Constituição da República – que preconiza a solução pacífica dos conflitos internacionais e a não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados – e a Carta das Nações Unidas.

Lisboa, 19 de Dezembro de 2011

As Organizações signatárias:
- A Voz do Operário;
- Associação de Amizade Portugal-Cuba;
- Associação dos Agricultores do Distrito de Lisboa;
- Associação Iuri Gagarin;
- Associação Projecto Ruído;
- Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional;
- Conselho Português para a Paz e Cooperação;
- Ecolojovem - “Os Verdes”;
- Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal;
- Interjovem
- Juventude Comunista Portuguesa;
- Movimento Democrático de Mulheres;
- União dos Resistentes Antifascistas Portugueses
(...)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Maria da Paz foi ao Magusto pela Paz

Coimbra - Magusto pela Paz

Ontem, quinta-feira 21 de Dezembro de 2011, o Núcleo de Coimbra do Conselho Português para a Paz e a Cooperação(CPPC) realizou um "Magusto pela Paz!" com a consigna Paz Sim! Guerra Não!


Em uma muito breve intervenção, um activista do Núcleo de Coimbra do CPPC, agradeceu aos presentes e realçou a importância de todos terem dedicado um pouco das suas vidas para celebrar e lutar pela paz. Alertou para as guerras que não terminaram e para os ventos de guerra que ainda sopram.  Concluiu expressando a necessidade absoluta de continuar a organizar e a alargar esta frente de luta com vista a travar as ameaças que se avolumam.


Houve castanhas, jeropiga e vinho.



Ficou a certeza de que o Núcleo de Coimbra do CPPC vai realizar mais iniciativas pela paz e cada vez mais participantes que se responsabilizarão com tarefas para continuar, ampliar e resistir contra a guerra e todos os seus aspectos e variantes.




Como curiosidade refere-se que a bebé Maria da Paz, ilustrada na fotografia abaixo, ter comparecido ao Magusto pela Paz.




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Magusto Contra a Guerra

Pela Paz! Contra as Guerras!

O Núcleo de Coimbra do Conselho Português para a Paz e a Cooperação(CPPC) convida a participarem neste original MAGUSTO de luta e resistência.

          Teremos castanhas, jeropiga, vinho e certeza de unir esforços para a Paz!

Nesta época de solidariedade vamos aplicar com coerência um bocadinho do nosso Natal, Pela Paz! Contra as Guerras!

                  MAGUSTO pela PAZ!

                                            Quinta-Feira, 15 de Dezembro de 2011, pelas 18H00

Praça da República, em Coimbra

- Fim às armas nucleares!

- Pela defesa da Carta das Nações Unidas!

- Pelo reconhecimento do Estado da Palestina!

- Pelo regresso dos militares portugueses do Afganistão!

- Pelo fim das provocações à Síria e ao Irão!

- Pela dissolução da NATO!

Guerra Não Declarada

A guerra não declarada de Washington a Teerão prossegue

   Desta vez a acção concretizou-se com o bloqueio, por parte do Irão, da embaixada virtual que os Estados Unidos da América, abriram recentemente - um portal na internet especialmente desenhado pelos EUA para os iranianos. 
   Especialistas qualificam esta acção de resposta simétrica compreensível dado essa embaixada ser uma arma propagandística da guerra mediática empreendida pelos Estados Unidos contra o Irão.
   Cibernautas iranianos informaram que o sítio não estava disponível e que só aparece um aviso sobre os conteúdos delituosos dessa ligação. Enquanto isso ocorre no Irão, em outras parte do mundo não há problemas de acesso ao sítio.

Instrumentos da guerra secreta   "É um componente mediático de uma guerra de sabotagem que já começou", segundo a opinião do politólogo Omar Hassan. O especialista argumenta que este componente poderá estar por detrás dos recentes "acidentes" no Irão, tais como a explosão numa base militar iraniana, que deixou 20 mortos, ou os ataques com vírus informáticos lançados contra várias páginas internet do Irão.
   Esta guerra, adverte o analista, poderá ser desenvolvida a nível estratégico em grande escala.
   Acredita-se que a recente avalanche de sanções económicas e políticas contra o Irão, é também parte dessa guerra.
   Também a Agência Internacional de Energia Atómica(AIEA), à semelhança do que fez com as ditas "armas de destruição maciça" quando colaborava na preparação da guerra de ocupação do Iraque, lançou achas para fogueira da crescente tensão internacional com o seu relatório sobre o programa de energia nuclear Iraniano para fins pacíficos. Esta Agência também não deve ser alheia ao assassinato de cientistas nucleares iranianos. Pelo menos a divulgação pública, feita por aquela agência, dos nomes dos cientistas nucleares iranianos leva a raciocínios preocupantes.

Decisões irracionais   Saberão os EUA e os seus aliados na Europa as consequências que poderá acarretar a prazo esta guerra? Omar Hassan crê que não.
   "Estas decisões irracionais são muito preocupantes", declara Hassan, que relembra a medida adoptada pela União Europeia de suspender a compra de produtos petrolíferos dessa republica islâmica apesar de o Irão ser o quinto exportador do mundo e a Europa se estar a debater com uma gravíssima crise económica mas que de qualquer modo terá de comprar hidrocarbonetos.
   "O impacto que esta medida terá no Irão não será tão catastrófico como aquele que fará padecer a economia global quando os preços do petróleo dispararem", devido a esta "obsessão de destruir o Irão de qualquer forma possível", conclui o especialista.

Fonte: aporrea.org com informação da RT - 08/12/11.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mais guerra para o Médio Oriente?

Os EUA deslocam outro super porta-aviões de guerra para o Médio Oriente

   Isto significa que três grandes porta-aviões dos Estados Unidos da América com numerosos barcos destrutores("destroyers") com mísseis teleguiados estão agora estacionados ou a caminho desta região. O super porta-aviões da classe Nimitz, a maior classe de porta-aviões jamais construídos, é o USS Abraham Lincoln que foi enviado para se unir à V Frota Naval dos EUA. Com 5.000 marinheiros, vai assim juntar-se ao USS Carl Vinson que na semana passada iniciou a sua deslocação para a mesma área e aos destrutores USS Bunker Hill e USS Halsey que também estão a caminho do Médio Oriente. Vão actualmente a meio caminho, navegando no Oceano Pacífico.
   Estes navios de guerra vão juntar-se ao USS John C. Stennis que já está estacionado próximos das águas territoriais iranianas e paquistanesas. O navio de guerra, porta-helicópteros, USS Bataan (LHD-5), da classe Wasp, também está estacionado na região nas proximidades do sul do Yemén.

   Os EUA têem agora cinco grandes porta-aviões deslocados ao redor do mundo ou seja o mesmo número de barcos de guerra que estiveram em acção pouco antes da invasão do Iraque nos princípios do ano de 2003.
   Há anos que esta potência do império ocidental está a colocar esta região a ferro e fogo e avança agora com desbragadas provocações em relação ao Paquistão, Síria, Irão. Em tímida resposta, o Paquistão mantém o seu bloqueio fronteiriço para acesso dos abastecimentos da NATO ao Afganistão em protesto contra um ataque aéreo desta aliança agressora no final do mês passado e que assassinou quase três dezenas de soldados paquistaneses "amigos". Os EUA escusam desculpar-se por este "incidente".
   Com uma informação dominada que martela a especulação ameaçadora de uma campanha militar eminente na região, a deslocação de mais três grandes barcos de guerra dos Estados Unidos da América para o Médio Oriente causa extrema preocupação.
   Teremos de estar vigilantes e organizar desde já todos os esforços para resistir e combater mais esta guerra criminosa que o império prepara e na qual quer envolver os nossos impostos e os nossos jovens.

Fonte: aporrea.org

NATO assassina no Paquistão

Helicópteros da NATO atacaram, posto militar paquistanês

   No final do mês de Novembro, um posto militar paquistanês, foi atacado por helicópteros da NATO que causaram a morte a 28 soldados "amigos". Os helicópteros realizaram disparos indiscriminados contra o posto de controlo paquistanês de Salala em Mohmand, a uns escassos 2,5 Km da fronteira afgã, provocando mais de onze feridos além daquelas referidas mortes.

   Este letal ataque que foi repudiado pelo governo paquistanês como flagrante violação da sua soberania, provocou já diversas manifestações de repúdio da população de diversas cidades nesse país.
   Camiões de abastecimentos da NATO e autotanques de combustível que se dirigiam ao Afganistão foram entretanto impedidos de avançar na cidade de Jamrud, na zona de Peshawar.

Fonte: aporrea.org