Bombardeamentos assassinam 85 pessoas
Os bombardeamentos da NATO, nesta segunda-feira em Majer uma povoação ao sul de Zitlen no oeste da Líbia, assassinaram 85 pessoas pertencentes a 12 famílias e causaram também elevado número de feridos.
"A povoação foi atacada para que os rebeldes pudessem entrar em Zitlen pelo sul", como foi relatado aos jornalistas que ali se deslocaram.
Os mortos foram 33 crianças, 32 mulheres e 20 homens. "Até ás 21H00 GMT caíram três bombas facto que fez os habitantes correrem para as casas bombardeadas para socorrer os familiares ou vizinhos e aí foram atingidos por outras três bombas".
De acordo com o enviado especial da TeleSur à Líbia a NATO, nas últimas horas, intensificou os bombardeamentos a diversos lugares nos arredores de Zitlen cidade de cerca de 200 mil habitantes situada a 160 Km a este de Tripoli.
UNESCO condena ataques da NATO
Esta segunda-feira a directora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura(Unesco), classificou de "inaceitável" o ataque recentemente perpretado pelas forças da NATO contra as instalações da televisão Líbia. Através de um comunicado a Unesco lamentou a morte de três funcionários da televisão, assassinados pela operação aérea que também causou 21 pessoas feridas, no
passado dia 30 de Julho.
"Condeno o ataque da NATO contra a cadeia televisiva 'Al-Jamahiriya' e as suas instalações", reiterou a funcionária da Unesco, que por sua vez destacou que "os meios informativos e suas sedes não devem ser alvo de acções militares".
“A resolução nº 1738 de 2006, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, condena os actos de violência contra periodistas e pessoal dos meios informativos em situações de conflito", recordou a directora geral. Igualmente assinalou que os ataques da NATO violam os princípios das convenções de Genebra, "que estabelecem o estatuto civil dos jornalistas em tempos de guerra, incluindo quando fazem trabalhos de propaganda”.
Entretanto, a NATO divulgou um comunicado no qual justificou o ataque e disse que actuava em consonância com a resolução 1973 do Conselho das Nações Unidas, que autoriza as acções militares na Libia.
Fonte: TeleSurtv.net
