terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Guerra Não Declarada

A guerra não declarada de Washington a Teerão prossegue

   Desta vez a acção concretizou-se com o bloqueio, por parte do Irão, da embaixada virtual que os Estados Unidos da América, abriram recentemente - um portal na internet especialmente desenhado pelos EUA para os iranianos. 
   Especialistas qualificam esta acção de resposta simétrica compreensível dado essa embaixada ser uma arma propagandística da guerra mediática empreendida pelos Estados Unidos contra o Irão.
   Cibernautas iranianos informaram que o sítio não estava disponível e que só aparece um aviso sobre os conteúdos delituosos dessa ligação. Enquanto isso ocorre no Irão, em outras parte do mundo não há problemas de acesso ao sítio.

Instrumentos da guerra secreta   "É um componente mediático de uma guerra de sabotagem que já começou", segundo a opinião do politólogo Omar Hassan. O especialista argumenta que este componente poderá estar por detrás dos recentes "acidentes" no Irão, tais como a explosão numa base militar iraniana, que deixou 20 mortos, ou os ataques com vírus informáticos lançados contra várias páginas internet do Irão.
   Esta guerra, adverte o analista, poderá ser desenvolvida a nível estratégico em grande escala.
   Acredita-se que a recente avalanche de sanções económicas e políticas contra o Irão, é também parte dessa guerra.
   Também a Agência Internacional de Energia Atómica(AIEA), à semelhança do que fez com as ditas "armas de destruição maciça" quando colaborava na preparação da guerra de ocupação do Iraque, lançou achas para fogueira da crescente tensão internacional com o seu relatório sobre o programa de energia nuclear Iraniano para fins pacíficos. Esta Agência também não deve ser alheia ao assassinato de cientistas nucleares iranianos. Pelo menos a divulgação pública, feita por aquela agência, dos nomes dos cientistas nucleares iranianos leva a raciocínios preocupantes.

Decisões irracionais   Saberão os EUA e os seus aliados na Europa as consequências que poderá acarretar a prazo esta guerra? Omar Hassan crê que não.
   "Estas decisões irracionais são muito preocupantes", declara Hassan, que relembra a medida adoptada pela União Europeia de suspender a compra de produtos petrolíferos dessa republica islâmica apesar de o Irão ser o quinto exportador do mundo e a Europa se estar a debater com uma gravíssima crise económica mas que de qualquer modo terá de comprar hidrocarbonetos.
   "O impacto que esta medida terá no Irão não será tão catastrófico como aquele que fará padecer a economia global quando os preços do petróleo dispararem", devido a esta "obsessão de destruir o Irão de qualquer forma possível", conclui o especialista.

Fonte: aporrea.org com informação da RT - 08/12/11.